Da medição à manutenção: o que ajuda a reduzir perdas de água

EBS - Empresa Brasileira de Saneamento
Henry Everdale Por Henry Everdale
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A ruptura de um cano no meio da rua é, por sua vez, a imagem mais emblemática do desperdício de água. É perceptível, é uma questão urgente e parece resumir todo o problema das perdas nos sistemas de abastecimento. Empresas especializadas em soluções para saneamento básico, como a EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, lidam diariamente com uma realidade bem mais ampla do que essa cena sugere.

As perdas de água não se limitam ao vazamento que qualquer pedestre é capaz de enxergar. Problemas de pressão inadequada na rede, falhas de medição, ligações irregulares, fraudes e erros de gestão comercial também contribuem para a retirada de água do sistema sem que ela chegue de forma útil ao consumidor. Cada um desses fatores exige um diagnóstico específico, e a tentativa de tratá-los como se fossem a mesma coisa é um dos motivos pelos quais tantas estratégias de combate ao desperdício avançam de forma lenta e gradual.

A compreensão dessa complexidade representa o primeiro passo para o sucesso de qualquer política de redução de perdas. Conforme será demonstrado ao longo deste artigo, reparar vazamentos constitui apenas uma fração da solução, e o que, de fato, garante um sistema de abastecimento mais eficiente.

Perdas reais e aparentes: dois problemas, duas estratégias

O setor costuma classificar as perdas em dois grandes grupos. As perdas reais envolvem vazamentos de água visíveis ou pequenas rupturas subterrâneas que passam despercebidas por meses, resultando em um desperdício contínuo de recursos. Já as perdas aparentes ocorrem quando a água chega ao consumidor, mas não é contabilizada corretamente, por falhas de medição, ligações clandestinas ou erros de cadastro.

Essa distinção é relevante, pois as soluções apresentam características distintas. Conforme estabelecido pela EBS, o combate a perdas reais depende de infraestrutura adequada, pressão controlada e reparo de tubulações. A fim de reduzir as perdas aparentes, é preciso realizar a revisão dos medidores, a atualização do cadastro e o controle mais rígido sobre ligações irregulares. A aplicação de uma única solução para problemas distintos pode resultar em efeitos limitados. Em certas áreas da rede, o desperdício pode parecer mais significativo do que realmente é.

EBS - Empresa Brasileira de Saneamento
EBS – Empresa Brasileira de Saneamento

Medição, tecnologia e manutenção como resposta

A falta de precisão na medição compromete o controle e a eficácia das ações. A macromedição e a micromedição são ferramentas fundamentais para o acompanhamento do volume de água que entra e sai de cada trecho do sistema, permitindo a detecção de anomalias e a prevenção de grandes perdas. Sensores, telemetria e medidores inteligentes ampliam essa capacidade de monitoramento, funcionando como instrumentos de gestão, não como soluções isoladas que resolvem o problema de forma autônoma.

A manutenção preventiva complementa esse conjunto. A atuação preventiva, que envolve a substituição de trechos desgastados e o monitoramento contínuo de pontos críticos, frequentemente resulta em custos mais baixos em comparação com a realização de reparos emergenciais. Estes últimos, por sua vez, podem interromper o abastecimento e comprometer a continuidade do serviço. A gestão comercial também é parte integrante desse processo, incluindo o cadastro atualizado, a leitura correta e o controle de ligações. Todos esses elementos são essenciais para um sistema que minimize o desperdício.

Uma gestão de perdas que une monitoramento e planejamento

Empresas como a EBS – Empresa Brasileira de Saneamento reforçam, na prática cotidiana do setor, que a redução das perdas de água exige planejamento contínuo, e não apenas resposta a emergências. A digitalização da medição e o uso de dados vêm ganhando espaço justamente porque tornam possível identificar padrões de consumo e antecipar falhas que antes só eram percebidas quando o vazamento já estava visível.

O controle de perdas ocupa um lugar de destaque na agenda do saneamento, à medida que a eficiência dos sistemas se torna parte essencial da capacidade de atender adequadamente à população. É imprescindível ter em mente que nenhuma tecnologia isolada é capaz de resolver esse desafio de forma autônoma. A combinação entre infraestrutura adequada, monitoramento constante, manutenção preventiva e gestão comercial organizada é o que efetivamente diferencia sistemas que desperdiçam pouco daqueles que seguem perdendo água sem que haja percepção do local onde a perda está ocorrendo. Reduzir perdas, em última análise, significa otimizar o uso da água já presente no sistema.

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